"Não precisa mais falar comigo, mas me perdoa!"
Foi a ultima coisa que disse antes que ela se escorresse a ultima lagrima no rosto dela. "Pode ter certeza disso" - ela disse, virando-se. Eu sabia que seria perdoado. Falei aquilo só pra criar um drama e demonstrar meu arrependimento (sim, eu estava arrependido). Quando fomos liberados, saímos. Segui meu caminho. Reto. Pensativo. Desejava que aquilo não passasse de um sonho. Antes passasse! Ela seguiu para o banheiro - não conseguira prender o choro. Passaram-se poucos dias e o clima continuava o de intenso ódio, por parte dela, é claro. Agora, não sabia se seria perdoado; passado aquele tempo comecei a achar e depois a perceber que "podia ter certeza" apenas da primeira parte. Contudo, a parte de ser perdoado, ela talvez nem notara.
Pauta pro Bloínques. 102ª edição Contos/histórias.


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